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Abertura oficial destaca a importância da difusão mundial da ultra-sonografia crítica

Foi entre os acordes de pandeiros, chocalhos, caixetas, tantans, violões, teclado, violoncelo e muitas flautas que teve início oficialmente o 4º Congresso Mundial de Ultra-sonografia em Medicina de Emergência e Terapia Intensiva. Em abertura solene, o público pôde prestigiar a apresentação da Orquestra de Flautas Heitor Villa Lobos, coordenado pela regente Cecília Rheingantz Silveira. Logo após, a apresentação de um vídeo com o hino brasileiro estilizado contemplando diversos ritmos das regiões do País deu o tom ao Congresso: uma mistura de culturas, de gerações e de iniciativas reunidas em prol da troca de experiências e do crescimento científico.



Ao apresentar os componentes da mesa, o presidente do comitê organizador, Dr. Fernando Silva, salientou a importância da realização do encontro na cidade brasileira pioneira em Residência em Medicina de Emergência (Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre). Presidente de honra do congresso e diretor científico da Associação Médica Brasileira, Dr. Giovani Guido Cerri destacou que "esta é uma oportunidade de dividir conhecimentos, aprender uns com os outros e enriquecer a atividade médica no Brasil". Para ele, as fronteiras da ultra-sonografia estão se alargando, e cada vez mais médicos estão se focando na área. Outra preocupação de Cerri é que a educação na área médica continue se expandindo, para que possa levar as melhores tecnologias tanto para países ricos como para os pobres.



Para Dr. Eliéser Silva, presidente do Congresso no Brasil, a riqueza do evento está no encontro de médicos de várias especialidades diferentes trabalhando com um mesmo método: a ultra-sonografia. Na visão de Silva, reconhecer limites da técnica e do operador é fundamental para o amadurecimento na área médica. "Se compreendermos os benefícios da tecnologia reconhecendo nossas limitações, estaremos trabalhando com maior garantia de segurança", completou. Outro destaque da fala de Silva foi a discussão sobre cenários para o uso de tecnologias, dados os contrastes existentes em um país como o Brasil.

Presidente da Winfocus, o italiano Dr. Luca Neri também manifestou a sua expectativa em relação ao evento: "Espero que sejam dias de muitas trocas de experiências, de valor científico e humano, e também, o início de uma fase de colaboração entre o Brasil e o resto do mundo". Representando o vice-prefeito e Secretário Municipal da Saúde Eliseu Santos, o coordenador municipal de urgências, Sérgio Schiefferdecker, falou sobre o orgulho da cidade em receber um evento deste porte, principalmente por ser reflexo de iniciativas pioneiras (como a residência do HPS e o primeiro Samu do Brasil, criado no ano de 1995) e por ter sido iniciativa de um grupo de médicos oriundos das emergências dos hospitais gaúchos.

O público presente teve ainda a oportunidade de assistir as palestras de Neri, sobre o sonho da Winfocus de popularizar cada vez mais o uso da ultra-sonografia em situações críticas. O médico ainda comentou sobre o rápido crescimento da Winfocus no mundo, com destaque para o jornal científico da entidade que terá a sua primeira edição em janeiro de 2009. Depois, foi a vez de Dr. Enrico Storti discorrer sobre a aprendizagem mundial necessária para que esse sonho se realize. Dr. Raoul Breitkreutz ilustrou com um caso verídico, como a decisão entre a vida e a morte de uma jovem pode estar no uso ou não uso de um ecógrafo no atendimento pré-hospitalar. Encerrando, Dr. Daniel Lichtenstein mostrou uma série de novas aplicações para a ultra-sonografia, que ultrapassam, e muito, o abdômen – local onde a ultra-sonografia é mais utilizada.